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terça-feira, 30 de março de 2010

Sobre a morte...

Hoje não há no dia poesia nenhuma.
O dia está prosódico implicitamente.
Prosódia seca. Sem literatura. Sem revelação.
Nunca escrevi assim.
Nunca escrevi para outro.
Só para mim.
Hoje morri. Morremos.
Laura tem hoje sua hora da estrela (onde curiosamente começa meu pesadelo)
Me falta o que nunca antes me faltou: me falta minha melhor amiga, minha confidente, meu grande amor, me falta a palavra portanto.
Não há mais palavras.
E essas foram minhas (suas) (nossas) últimas.
Renasço talvez. Num dia de chuva.
Mas nunca mais brotarei na primavera.

terça-feira, 16 de março de 2010

Depois de hoje

Pela derradeira vez exaurir-me em sombra
Me desfiar lâmina a lâmina e espalhar,
Escorrer em filamento de sangue, derramar
Estancar por entre todas as outras tantas partes.

(vou evaporar e ser por alguns instantes nuvem!)

(vou suar dos céus como o orvalho!)

Tal flores que já me foram ofertadas,
Quero germinar, abotoar, desabrochar
Florescer e secar em tom amarronáceo

Tal rosa azul quero me guardar em livro
Me confundir com suas letras,
Despigmentar em suas páginas,
E ter doce sabor ao paladar das traças.

(a L.)