Com toda essa fase de mestrado e doutorado havia um bom tempo que eu não lia um livro (fora as toneladas de páginas de textos, livros, artigos técnicos etc, etc, etc....). Escolho aleatoriamente um livro na prateleira da minha biblioteca, daqueles que eu comprei e não tinha tido tempo de ler ainda, eis que...
A história é a seguinte:
Um escritor/roteirista falido, que tem um único trabalho de certa repercussão, sobrevive não sei bem de quê (diz-se às custas do irmão...). Uma mulher tenta de alguma forma alcançá-lo (talvez até o amasse mesmo... talvez até o quisesse bem...), mas o desgraçado não consegue se livrar da maldita lembrança da ex-mulher morta, lembrança que vive na cadeira de rodas da falecida da qual ele curiosamente não consegue se desfazer... Hahahahahah
Algumas observações:
1. Não. O livro não é uma comédia.
2. Não. Não fui eu quem escreveu a história.
3. Não. Não é baseada em fatos reais (sic!).
4. Não. O autor do livro não me conhece.
Coisas da vida... e da arte...
Eu??
- Luciana Fiuza / Laura Santos
- Belo Horizonte, MG, Brazil
- Just getting better...
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
i have found what you are like
i have found what you are like
the rain,
(Who feathers frightened fields
with the superior dust-of-sleep. wields
easily the pale club of the wind
and swirled justly souls of flower strike
the air in utterable coolness
deeds of green thrilling light
with thinned
newfragile yellows
lurch and.press
-in the woods
which
stutter
and
sing
And the coolness of your smile is
stirringofbirds between my arms;but
i should rather than anything
have(almost when hugeness will shut
quietly)almost,
your kiss
e.e.cummings
the rain,
(Who feathers frightened fields
with the superior dust-of-sleep. wields
easily the pale club of the wind
and swirled justly souls of flower strike
the air in utterable coolness
deeds of green thrilling light
with thinned
newfragile yellows
lurch and.press
-in the woods
which
stutter
and
sing
And the coolness of your smile is
stirringofbirds between my arms;but
i should rather than anything
have(almost when hugeness will shut
quietly)almost,
your kiss
e.e.cummings
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
O segredo do beijo
O segredo do beijo
(Luciana Fiuza)
Você me pergunta
Se eu não desejo
Um beijo.
Ah! Se eu desejo
Um beijo!
Eu desejo sim,
O beijo.
Beijo roubado
Beijo de olhar
(de olho claro)
Beijo esperado
Beijo que demoooora...
Beijo demorado
Beijo de amassos
Beijo de sorriso
Beijos e mormaços...
Até beijo de amigo
E ainda me pergunta
Se eu desejo
Um beijo?
Ah! Se eu desejo
Um beijo!
(não é segredo
se eu desejo um beijo...
o que é o segredo
é de quem é o beijo
que eu tanto desejo...)
a S vv (prá manter o segredo)
(Luciana Fiuza)
Você me pergunta
Se eu não desejo
Um beijo.
Ah! Se eu desejo
Um beijo!
Eu desejo sim,
O beijo.
Beijo roubado
Beijo de olhar
(de olho claro)
Beijo esperado
Beijo que demoooora...
Beijo demorado
Beijo de amassos
Beijo de sorriso
Beijos e mormaços...
Até beijo de amigo
E ainda me pergunta
Se eu desejo
Um beijo?
Ah! Se eu desejo
Um beijo!
(não é segredo
se eu desejo um beijo...
o que é o segredo
é de quem é o beijo
que eu tanto desejo...)
a S vv (prá manter o segredo)
Sete anos de pastor
Ai vai o Soneto dos Sonetos... claro do Mestre dos Mestres Camões (quem entender esse soneto terá meio caminho andado para o meu coração... heheheh)
Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prémio pretendia.
Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe deu a Lia.
Vendo o triste pastor que com enganos
Assim lhe era negada a sua pastora,
Como se a ela não tivera merecida,
Começou a servir outros sete anos,
Dizendo: — Mais serviria, se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida!
Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prémio pretendia.
Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe deu a Lia.
Vendo o triste pastor que com enganos
Assim lhe era negada a sua pastora,
Como se a ela não tivera merecida,
Começou a servir outros sete anos,
Dizendo: — Mais serviria, se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida!
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Adágio
Adágio
(ou Soneto em Rallentando)
Não se negou a corroborar com a loucura
Pois que o seu corpo, já exausto da Procura,
Por vezes há deitado em leitos de Procustos,
Mas andou ainda em busca da Cidade dos Justos
Por outros sonhos se embrenhou por entre a senda
Onde ecoou em voz clara para que se entenda
Um cuco em primeiro pio esparso! Primavera.
Tal Palavra precisa. Incisiva. (ou quimera)
Que assim se lhe espalhou feito uma essência airosa
Lhe horizontou o olhar adiante o caminho
Vislumbrando o jardim (apesar do espinho)
A saber, ante ao rosal, escolher a Rosa
Qual brisa de borboleta a colher narciso
Em tempo lento, leve, e preciso. Preciso.
(ou Soneto em Rallentando)
Não se negou a corroborar com a loucura
Pois que o seu corpo, já exausto da Procura,
Por vezes há deitado em leitos de Procustos,
Mas andou ainda em busca da Cidade dos Justos
Por outros sonhos se embrenhou por entre a senda
Onde ecoou em voz clara para que se entenda
Um cuco em primeiro pio esparso! Primavera.
Tal Palavra precisa. Incisiva. (ou quimera)
Que assim se lhe espalhou feito uma essência airosa
Lhe horizontou o olhar adiante o caminho
Vislumbrando o jardim (apesar do espinho)
A saber, ante ao rosal, escolher a Rosa
Qual brisa de borboleta a colher narciso
Em tempo lento, leve, e preciso. Preciso.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Lá pelos idos de 1997...
Então, fui hoje obrigada a desempoeirar mais um poema... pelos idos de 1997 em julho, último dia antes da volta ao Brasil, num quarto de hotel em Barcelona, eu escrevi:
Barcelona
A rosa morreu
Logo depois que seu espinho
Tivesse cortado-me
Os pulsos.
O sangue escorre
Como lágrimas descem
Sobre a minha face
Branca.
A rosa morreu.
Por que não morre
Também a dor (?)
Só a alegria padece.
E a saudade
Mancha-me mais
Que o vermelho
Espalhado pelo quarto pálido.
A rosa morreu,
Mas sua alma
Ronda-me os sonhos,
Perturba.
Pedi três graças
A Deus na igreja...
Três Anjos.
Por que não vêem, ou
PorQue se foram
E deixaram-me a rosa (.) (?)
MortaSaudadeVermelhoSangue
Até as lágrimas partem...
Barcelona
A rosa morreu
Logo depois que seu espinho
Tivesse cortado-me
Os pulsos.
O sangue escorre
Como lágrimas descem
Sobre a minha face
Branca.
A rosa morreu.
Por que não morre
Também a dor (?)
Só a alegria padece.
E a saudade
Mancha-me mais
Que o vermelho
Espalhado pelo quarto pálido.
A rosa morreu,
Mas sua alma
Ronda-me os sonhos,
Perturba.
Pedi três graças
A Deus na igreja...
Três Anjos.
Por que não vêem, ou
PorQue se foram
E deixaram-me a rosa (.) (?)
MortaSaudadeVermelhoSangue
Até as lágrimas partem...
Último
O texto é meio velho... mas precisava ser postado! (acho que eu stou de volta...)
Último
Por ultimo
Eu o chamei
Pela última vez
Acreditando ainda
Ter de ouvir
o Inaudito
O que ainda
Não havia sido dito
Mas não havia
Nada mais a dizer
Nada que se esperasse
Que fosse ouvido
Nada mais que eu poderia ouvir
(o essencial)
Por último
Eu o deixei
Ali
No mesmo lugar
De tantas
E de antes
Por último
Ousei beijá-lo
Uma depois
Duas vezes
Ansiava emular
O sabor do
Ósculo primeiro
Do qual nunca
Havia me lembrado
(ambos nos olvidáramos)
Não senti nada
Só o bafo do seu vômito
O gosto quente da
Sua saliva insípida
Não senti nojo nem pena
Só senti
Nada
Por último
Ele partiu.
E como um dia
Aguardei por dez minutos
Onze
Dei partida.
Partida.
Parti também.
Sem esperar mais.
Nada
E dele
Que espera
(e só espera)
Dele já nada espero
Nem o espero.
Último
Por ultimo
Eu o chamei
Pela última vez
Acreditando ainda
Ter de ouvir
o Inaudito
O que ainda
Não havia sido dito
Mas não havia
Nada mais a dizer
Nada que se esperasse
Que fosse ouvido
Nada mais que eu poderia ouvir
(o essencial)
Por último
Eu o deixei
Ali
No mesmo lugar
De tantas
E de antes
Por último
Ousei beijá-lo
Uma depois
Duas vezes
Ansiava emular
O sabor do
Ósculo primeiro
Do qual nunca
Havia me lembrado
(ambos nos olvidáramos)
Não senti nada
Só o bafo do seu vômito
O gosto quente da
Sua saliva insípida
Não senti nojo nem pena
Só senti
Nada
Por último
Ele partiu.
E como um dia
Aguardei por dez minutos
Onze
Dei partida.
Partida.
Parti também.
Sem esperar mais.
Nada
E dele
Que espera
(e só espera)
Dele já nada espero
Nem o espero.
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